Cláudia Ferro

Porta de entrada no mercado de trabalho

Porta de entrada no mercado de trabalho

Apesar de estudos apontarem que o desemprego entre jovens de 15 a 24 anos é 3,5 vezes maior do que entre os trabalhadores acima dessa faixa etária, continuo tendo a impressão de que algo mais preocupante está por trás destes indicadores. Além da formação pouco eficiente desses jovens é nítido o pouco interesse de alguns em entrar seriamente no mercado de trabalho e virar “gente grande”…

Quem já precisou recrutar e selecionar pessoas na véspera de um feriado, de Carnaval, por exemplo, sabe a que me refiro. Os desempregados, que engrossam as filas tão citadas pela mídia, não estão disponíveis nessas ocasiões, pois têm compromissos previamente agendados e por isso não podem comparecer ao processo seletivo. É inacreditável!

Apesar disso, os Contact Centers continuam sendo a porta de entrada no mercado de trabalho e nós, gestores, continuamos com a árdua tarefa de formar, educar, muitas vezes, até ensinar a falar e a escrever.

Até pouco tempo atrás, o setor era visto como meio para subsidiar estudos. Hoje isso está diferente, pois com as mudanças que vêm acontecendo, as chances de crescimento aumentam e os planos de carreiras começam a ser desenhados pensando no aproveitamento dos recursos formados nas próprias empresas.

O crescimento médio do setor é de 10% ao ano, seja em faturamento ou geração de empregos. Dados da ABT apontam que, em 2006, 675 mil pessoas terminaram o ano trabalhando nas centrais de atendimento distribuídas por todo o Brasil. No final do ano passado, já eram 750 mil empregados, com faturamento de cerca de R$ 5 bilhões somente entre as terceirizadas.

Espaço há, oportunidades, mais ainda. Para quem estiver disposto a trabalhar muito e enfrentar diariamente desafios sem fim, este é um caminho bem interessante.

2 thoughts on “Porta de entrada no mercado de trabalho

  1. Tácio

    É por isso que sempre digo que as pessoas querem um emprego para pagar as dívidas em que estão naquele momento, após a experiência se continuam empregadas sem uma avaliação séria da empresa começam a relaxar.
    Um bom exemplo que você citou foi o da seleção na véspera de carnaval, quem precisa realmente de trabalho e tem vontade de ser “gente grande” consegue ficar pelo menos um ano sem pular carnaval ou sem ir a um show do CRÉU.

  2. admin

    É, meu caro, o negócio é bem difícil…de um lado, filas e filas de desempregados, do outro, as empresas, precisando de mão de obra, de gente disposta a pôr a mão na massa e a equação não fecha…continuo buscando a solução para isso.

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